sexta-feira, 31 de julho de 2009

As Muryans


Um lavrador gabava-se perante os seus vizinhos das fantásticas colheitas que tinha obtido durante dez anos seguidos nas suas terras. Atribuía-o à destreza com que trabalhava a terra e ria-se de todos os que se lamentavam devido às inavsões de formigas que assolavam os seus campos. O lavrador só acreditava no trabalho e no esforço e não na boa ou má sorte e, é claro, nunca iria deixar que umas simples formigas lhe arruinassem a sua colheita. E se os restantes lavradores lha falavam das muryans e o advertiam de que não se deviam matar as pequenas fadas do tamanho de uma formiga, ele ria-se e dizia-lhes que eram contos de criança. Um belo dia deu-se o caso de um grupo de muryans vadiar, feliz, perto das terras do senhor Thompson, que as viu e não se deteve para comprovar se se tratava de formigas verdadeiras, como o tinham advertido, e cometeu o erro de todos os seus vizinhos: desviou uma parte do ribeiro até ao local e afogou-as a todas. A partir daquele dia e para sempre, todos os Invernos o ribeiro transbordava, alcançando as terras do senhor Thompson e arruinando-lhes, na passagem, toda a colheita.


By: Fadas do mundo

As Vily ou Veelas




Veela é um ser feminino capaz de enfeitiçar os demais com a sua beleza. As veelas nascem mulheres e apresentam pele lisa e cabelos prateados que esvoaçam atrás dela mesmo na ausência de vento. Também têm o poder de se transformar em pássaros semi-humanos que são capazes de atirar bolas de fogo. São também capazes de se transformar em animais como serpentes, cisnes, falcões e cavalos. Têm um temperamento muito forte. Um exemplo de veela famosa é a Fleur Delacour (na verdade, ela é parte veela, sendo sua avó uma veela pura).
As veelas entendem muito das artes da cura e possuem um extraordinário conhecimento sobre remédios naturais.

Se forem invocadas na floresta em uma noite de luar, podem conceder saúde, riqueza e colheitas abundantes, ou então, se forem desrespeitadas, podem fazer o ofensor dançar até a morte.

Todas as Vily ou Veelas estão unidas a uma árvore, são chamadas por isso, de "Coração do Carvalho". Se você possui em sua residência uma frondosa árvore, ou até próxima dela, cuide-a para não ser danificada ou destruída, pois ela é um elo de conexão com estas fadas.Estas Senhoras brancas estão sempre próximas de nossos corações. As Veelas são protetoras de todas as mulheres.

By: Ojesed.org e Rosane Volpatto

terça-feira, 28 de julho de 2009

Beatrix Potter









Helen Beatrix Potter (28 de julho de 1866 em Kensington, Londres; † 22 de dezembro de 1943, Near Sawrey, Cumbria) era uma autora e ilustratora inglesa, conhecida principalmente pelos seus livros infantis, que contavam as histórias de personagens animais tais como o coelho Peter Rabbit. Foi uma escritora, ilustradora, micologista e conservacionista da Inglaterra.

Em 2006, a vida de Beatrix Potter foi transformada em um filme, Miss Potter de Chris Noonan, com Renée Zellweger e Ewan McGregor como protagonistas.

http://www.peterrabbit.com/home.asp

domingo, 26 de julho de 2009

As Aguanes


As fadas como espíritos femininos que são da natureza, sempre protegerão o meio em que vivem. Nos bosques europeus habitam umas jovens mulheres de grande beleza encarregadas pelos cuidados com a natureza. Dependendo da região em que habitam receberam um nome, embora as atribuições sejam sempre as mesmas.Na Itália e nos Alpes, as aguanes aparecem como protetoras de seu território; nos bosques da Europa Central são as vile encarregadas para que os seres humanos não avance em seus domínios; enquanto que na Áustria, Alemanha e Suíça, são as seligen as guardiãs de seus bosques.Nos Alpes italianos as aguanes são encarregadas de cuidar dos prados e das correntes de água. A aguane possui uma longa cabeleira, doce voz e grandes seios que alcançam até o joelho. Seu único defeito é ter os pés voltados para trás. Só é visível às sextas-feiras e junto aos rios, já que elege esse dia para em suas margens colocar sua roupa para secar.Essa fada se diferencia das outras guardiãs por ser cortês com os homens, desde que eles se preocupem com a preservação da natureza. Caso não obedeçam seus ditames pode trocar a forma, convertendo-se numa mulher muito velha e feia que ataca os homens. Inclusive pode chegar a enrolar seus longos cabelos nas pernas do indivíduo e arrastá-lo para o fundo das águas e matá-lo. Também, conforme a gravidade da infração cometida pelo ser humano, pode carregá-lo até sua cova para violá-lo e depois devorá-lo.Entretanto, se uma aguane encontra uma pessoa humilde e trabalhadora que necessita de ajuda, trabalhará no campo e conversará com ela. Nunca devemos temer uma aguane se mostrares intenções nobres. As fadas lêem nossas almas, melhor que nós, portanto é impossível enganá-las.As vilys, vile ou vilas, são fadas de fascinante beleza que habitam a Europa Central. São reconhecidas por seus longos cabelos dourados que podem chegar até os pés. São altas, magras, flexíveis e sue olhos parece que brilham. Como a maioria das fadas dos bosques, podem apresentar algum defeito físico que contrasta com sua beleza. No caso, as vilas iugoslavas, possuem pés de cabra.Elas gostam das alturas e buscam sempre viver naqueles bosques que se encontram na parte mais alta da montanha ou em picos escarpados, por isso são felizes nos Alpes e nos Balcanes. São conhecidas como as Senhoras ou Curadoras dos bosques, já que elas protegem também os seres que vivem nela de maneira bem obsessiva. Cuidam dos rebanhos, dos rios e das árvores. São tão integradas com a região que conhecem os nomes de todos os animais e se comunicam com eles em seu idioma. Se algum homem se atrever a ferir algum de seus animais protegidos, as vilas se mostram inflexíveis e podem chegar a matá-lo.Porém, essa fada não é má, vingativa ou perigosa, o que faz e porque faz, é tão somente para defender os seus, assim como uma mãe humana protege seu bebê. Elas se comovem quando existe a boa intenção por parte dos homens ou possua um bom coração. Quando encontram um homem ferido no bosque, se utilizam de poções mágicas para curá-lo, desde que ele as chame de "as curadoras dos bosques", porém se o humano não lhe transmitir confiança, tratará da afastá-lo de seu território a qualquer preço.Compartilham com os homens os seus conhecimentos sobre plantas medicinais e ajudam na época da semeação.Entre as fadas guardiãs dos bosques, as seligen, originárias do Tirol e que habitam os bosques australianos, alemães e suíços se destacam por sua bondade e compreensão da natureza humana. A palavra "selig" em alemão significa "bem-aventurada, bendita", que encaixa perfeitamente com o perfil dessas fadas.A Selig é uma fada muito bela, de pele branca e cabeleira ruiva. Sua figura é muito esbelta podendo medir até cinqüenta centímetros de altura. Vive nos bosques, embaixo do solo ou em cabanas abandonadas. Pertencem a essa família entre outras as: wilden fraulein, as diales, as schnneefraulein e as dive.De modo igual à todas as fadas dos bosques, as seligen protegem os bosques e os animais que com elas vivem e colaboram com os homens em suas tarefas.São muito trabalhadoras, ordenham e guardam o gado, ajudam no campo, favorecem as colheitas para que cresçam depressa. Somente três atos podem levá-las à se afastarem do convívio humano: que a insultem, que a maldigam ou que as chamem pelo nome próprio. Nesses casos, elas então, desaparecem. Elas podem ser vistas correndo pelos bosques, descalças, brincando entre os galhos das árvores ou protegendo os cervos dos caçadores, porém as seligen não seguem a lei "olho por olho, dente por dente" como as outras fadas. Elas são menos rigorosas e podem surpreender um caçador que disparando sobre um animal, teria sua arma empurrada para que não acerte o disparo.As seligen gostam muito de dançar, de brincar, mas o que mais desejam é viver em paz.

By: Rosane Volpatto

Fadas Italianas


As fadas italianas formavam grupos chamados de "Companhias" como a "Companhia dos Nobres" e a "Companhia dos Pobres". Tanto os homens quanto as fadas pertenciam a estas "Companhias", que eram essencialmente matriarcais, embora se encontrassem nelas elementos masculinos. Essas fadas, possuíam o poder de abençoar os campos, curar doenças e atrair a boa sorte. Somente através de preciosos presentes, podia-se aplacar a ira de uma fada e livrar-se de seus encantamentos. Tais oferendas só seriam aceites se depositadas através das mãos de mulheres humanas.

shrek dance party song

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Madremonte




Pintura by: Rodrigo Loaiza Jaramillo

Na Colômbia, um lenhador que saía todas asa manhãs para cortar árvores decidiu um dia afastar-se da zona onde costumava trabalhar para se internar mais profundamente na floresta de Llano Grande, muito mais frondosa e com árvores muito maiores. Tinha ouvido as histórias que afirmavam que a guardiã dessa floresta, Madremonte, se ocultava nessa zona, mas nunca tinha dado crédito a essas palavras. «São histórias de índios», dizia. Mal tinha começado o seu trabalho quando ouviu um enorme rugido que soava por todo o monte. O rugido aproximava-se cada vez mais, mas por muito que olhasse para todos os lados não conseguia ver nada. De repente, ao longe, na zona mais escura da floresta, viu uma enorme mulher coberta de folhas, muito suja, mas não conseguiu fixá-la por muito tempo, pois começou a sentir um sono profundo. Quando acordou, não se lembrava de nada, nem se ouvia nada à sua volta, mas garantia a todos os que o viram regressar de mãos vazias que, nessa manhã, levara um machado que tinha desaparecido.
By: Fadas do Mundo

Damas Brancas


Na Alemanha, um dos feitos mais conhecidos é a aparição da Dama Branca, onde recebe o nome de "Weisse Fragën", e que se deixa ver quando a morte chega às portas de algum príncipe. Essas Damas Brancas vivem em zonas próximas dos castelos antigos. São altas e esbeltas e possuem um aspecto agradável. Possuem uma grande luminosidade em torno delas e por isso se diz que possuem um corpo imaterial. Aparecem sempre vestidas de branco e com um véu comprido que cobrem a cabeça, também da cor branca. Enquanto alguns as consideram fantasmas de fadas, está aceito o seu carácter benévolo e sua identificação com as fadas boas.
Este espectro tem aparecido desde os primeiros tempos da história dos nobres de Neuhaus e Rosenberg e se mostra até hoje.
Como "Damas Brancas", são conhecidas também, as fadas da Espanha que habitam as zonas próximas aos mananciais, as fontes, aos rios e os lagos.

By: Rosane Volpatto

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Damas Verdes


Na Inglaterra aplica-se a denominação de "Dama Verde" às Dríades, ou espíritos dos bosques, que moram no carvalho, no salgueiro, no azevinho, nas macieiras, entre outras. Antes de cortar a árvore era preciso solicitar permissão das fadas e se plantar prímulas próxima de suas raízes como oferenda à Dama Verde, para alcançar suas bençãos.


Muitas são as pessoas que consideram instintivamente que uma árvore possui um espírito ou consciência. Durante os primeiros dias do budismo, essa questão suscitou uma certa controvérsia e se decidiu que as árvores não possuem alma como os seres humanos, porém que contam com certos espíritos residentes, chamados de "Devas", que falam de seu interior.
Os espíritos das árvores foram honrados desde os tempos antigos. Como as árvores são capazes de viver muitos séculos, atestam mais feitos do que podem dar conta os seres humanos em suas breves existências. Nossos antepassados julgavam por isso, que esses espíritos tinham que ser muito sábios. As árvores eram honradas em suas festas com coroas e ornamentações.
Ainda hoje, como eles, honramos o espírito da árvore quando adornamos nossa árvore de Natal e colocamos no alto um duende que representa seu espírito vivo.


By: rosanevolpatto

Amberian Dawn - River Of Tuoni

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dancem!09 - Pitié!








Esteve em palco no Teatro Nacional de São João, nos dias 7 e 8 Julho.

"Duas horas depois de se terem erguido os corpos e os sons deste espectáculo simultaneamente majestoso e precário, saímos dele extraordinariamente apaziguados, serenados e, por assim dizer, desarmados. […] “I love you”. Esta mensagem, murmurada e amplificada desde o primeiro dueto de pitié!, põe os corpos em tensão, isolada e colectivamente. Todo o espectáculo é um fresco de corpos procurando a(s) sua(s) voz(es). Vozes interiores subindo à superfície, vozes exteriores provindo de um desejo de encontro e de alteridade, voz silenciosa de um misterioso chamamento. "
Alain Platel, cria com os seus bailarinos e também com os músicos e cantores um espectáculo que assenta na força do grupo e que retira do termo "compaixão" o seu sentido etimológico: paixão partilhada com os outros.
O tema principal da Paixão segundo São Mateus é talvez o último sacrifício que nós possamos consentir: o de nós mesmos. Pode parecer ridículo perguntar aqui e agora, para quê e para quem estaríamos prontos a sacrificar a nossa própria vida, mas essa é uma das questões que Alain Platel coloca aos bailarinos. O sagrado e o profano, o amor e o sacrifício segundo Platel e Cossol: um espectáculo surpreendente!

concepção e direcção: Alain Platel
criação e interpretação: Elie Tass, Emile Josse, Hyo Seung Ye, Juliana Neves, Lisi Estaras, Louis-Clément Da Costa, Mathieu Desseigne Ravel, Romeu Runa, Rosalba Torres Guerrero, Quan Bui Ngoc
cantores: Melissa Givens (soprano), Maribeth Diggle (meio-soprano), Serge Kakudji (contratenor), Magic Malik (voz, flauta)
música interpretada por: Aka Moon (Fabrizio Cassol saxofone; Michel Hatzigeorgiou baixo fender; Stéphane Galland bateria, percussão; Sanne Van Hek trompete; Philippe Thuriot acordeão; Lode Vercampt violoncelo; Renaud Crols violino)
música: Fabrizio Cassol (baseada em A Paixão Segundo São Mateus, de J.S. Bach)
dramaturgia: Hildegard De Vuyst
dramaturgia musical: Kaat Dewindt
cenografia: Peter De Blieck
figurinos: Claudine Grinwis Plaat Stultjes
desenho de luz: Carlo Bourguignon
desenho de som: Caroline Wagner, Michel Andina
produção: les ballets C de la B (Gent)
co-produtores. Théâtre de la Ville (Paris), Grand Théâtre de Luxembourg, TorinoDanza, Ruhrtriennale 2008, KVS (Bruxelas)
By: TNSJ

sábado, 11 de julho de 2009

As Anjanas


O nome "Jana" é uma corruptela de Diana, a deusa romana da caça e das florestas, assimilada às deusas gregas Ártemis, Hécate e Selene.
Em História Noturna: decifrando o Sabá, o historiador Carlo Ginzburg refere-se a uma vasta série de confissões de supostas feiticeiras dos séculos X ao XIV e mesmo posteriores que, interrogadas por padres e inquisidores, afirmavam participar em êxtase de vôos noturnos na companhia de uma misteriosa divindade feminina, chamada, conforme a época ou região, de Diana, Fortuna, Richella (de "riqueza"), Abúndia (de "abundância"), Sácia (de "saciar") e Bensozia (Boa Sócia). Eram sinais de um resistente culto pré-cristão da fertilidade que ele chama de "religião diânica".
Na Idade Média, os inquisidores da Igreja Católica freqüentemente classificaram como "culto de Diana" várias aparentes sobrevivências de cultos e superstições pagãs e chamou as "bruxas" que as praticavam de "dianas". Usou a deusa romana e a princesa judia como fio condutor para orientar-se no labirinto das crença locais. Camponeses de várias partes da Europa latina deram-lhes ouvidos, identificando com Diana ou "Jana" tradições locais sobre espíritos femininos de diferentes origens, misturando e reinventando crenças e lendas. Mas nomes alternativos sobreviveram em alguns lugares - como "Sácia", transformada em Xácia no galego.
As janas e suas equivalentes em outros países freqüentemente estão associadas a rocas de fiar e outros instrumentos de tecelagem, o que as aproxima do conceito original das fadas, enquanto deusas do destino resultantes da popularização do antigo conceito mitológico das Fatae, Parcas ou Moiras que tecem o destino humano.

Em Portugal, há várias localidades associadas às janas e que em algum momento foram tidos como habitados por elas, como a Ribeira de Janas, que é um distrito de Lisboa e Janas, vilarejo próximo de Sintra, na Estremadura.
Nas localidades de Caratão-Mação e do Sardoal, as janas são mulheres de baixa estatura, invisíveis, fiando um linho muito fino e sem nós. Acredita-se que, se deixar na lareira o linho acompanhado de dádivas - pão e vinho - este linho será fiado pelas janas durante a noite.
No Algarve, são chamadas jãs ou jans, e também se crê que se se colocar um pedaço de linho juntamente com um bolo, ao pé de uma lareira, no dia seguinte o linho estará tão fino como um fio de cabelo.

No noroeste da Espanha, nas Astúrias e na Galiza (onde o "x" geralmente corresponde ao "j" português), são chamadas xanas nas línguas e dialetos locais, ou janas em castelhano. São descritas como belas mulheres loiras e de olhos azuis, que vivem nos rios das montanhas, fontes e grutas e passam a maior parte do tempo a se pentear com pentes de ouro. São bondosas como os que as ajudam, mas rancorosas e vingativas com os que invadem seus domínios.
Também são encontradas a lavar roupa. Enquanto esperam que a roupa seque, dedicam-se a cantar e dançar. Outras vezes, são vistas fiando e todos os seus instrumentos, tesouras, fuso e roca são de ouro, assim como as meadas com as quais trabalham. Estendem os fios à luz da lua para que o primeiro raio de sol os converta em ouro.
Às vezes, as xanas trocam os bebês de alguma mãe por um de seus xanines ou xaninas (janines, em castelhano) para que este ou esta receba o batismo e seja amamentado por sua mãe adotiva.
Os nomes de xácia ou sácia são também conhecidos na Galiza para designar o mesmo tipo de entidade. Segundo uma lenda da Ribeira Sacra, curso d´água perto de Monforte de Lemos, um pescador encontrou uma xácia, bela e formosíssima e esta lhe disse que, se a batizasse, ela se desencantaria e se casaria com ele. O casamento realizou-se, mas a xácia acabou por aborrecer-se, abandonou o marido e voltou às profundidades do rio, onde seus parentes a despedaçaram por ter-se feito cristã.


Também se encontra, em Portugal e Galiza, o nome de xaira. Há, perto de Bragança, Portugal, uma localidade chamada Curriça (estábulo) das Xairas. Talvez uma variante do nome árabe Zaira (Zahirah, rosa), relacionado a uma obscura santa espanhola ou às "mouras encantadas" do folclore português.

Uma variante do nome - ljanas - é dado no vale de Aras, leste da Cantábria (outra região do norte da Espanha) a um ser um tanto diferente: duendes femininas travessas e glutonas, que andam nuas, têm um peito enorme que jogam sobre o ombro direito e entram nas casas para roubar comida e nos apiários para roubar mel. Uma lenda conta que o cura de San Pantaleón quis acabar com elas ateando fogo às grutas onde viviam e elas se vingaram incendiando o povoado, a começar pela casa do vigário.

Meio confundidas com anjos, as janas tornaram-se anjanas na Cantábria, onde uma variante da lenda assegura que são enviadas por Deus para realizar boas obras e que, depois de 400 anos, vão-se embora para não mais voltar. As anjanas foram celebrizadas pelo escritor espanhol Manuel Llano em Mitos y Leyendas de Cantabria. Nessa obra são descritas como tendo a aparência de mulheres jovens e belas, de pequena estatura, olhar amoroso e voz doce. Vestem uma túnica branca com uma capa azul, costumam usar coroas de flores e carregam uma varinha mágica que brilha com uma cor diferente a cada dia da semana, indicando as diferentes magias que podem realizar nesses dias. Lutam com seus inimigos, os ojáncanos ou ojancos (literalmente, "olhões"), ciclopes peludos que são os bichos-papões da Cantábria.
Vivem nos riachos, fontes e mananciais, conversam com as águas e os pássaros, passeiam pelos bosques, ajudam animais feridos e árvores partidas. Às vezes, também ajudam amantes, pessoas perdidas na floresta e sofredores em geral. A seguinte parlenda da Cantábria serve para pedir proteção às anjanas e encontrar objetos e animais perdidos:

Anjanuca, anjanuca,
güena y floría,
lucero de alegría,
¿ónde está la mi vacuna?

Esta outra serve para encontrar o caminho que se perdeu:

Anjana blanca,
ten piedad de mi.
Guiame por la oscuridad y la niebla.
Líbrame de los peligros y de los malos pensamientos.

Na festa da primavera, se reúnem à meia-noite para dançar nas brenhas e espalhar pétalas de flores que dão sorte a quem as encontrar. Disfarçadas de velhas, as anjanas também testam a caridade do povo e distribuem presentes e castigos segundo seu mérito.

Na Sardenha, também existe a lenda das janas - ou ianas, na grafia italiana. As labirínticas sepulturas cavadas nas rochas pelos povos pré-históricos que viveram na ilha antes da conquista romana são conhecidas no folclore local como domus de janas, ou seja, casas de janas.
Nas florestas do Norte da Itália, fala-se das giane como seres solitários que se vestem com roupas antigas e usam chapéus pontudos. Carregam em suas bolsas uma pequena roda de fiar que podem usar para ver o futuro. São peritos em tecer encantos rodando essas rocas. Não fazem feitiços para os humanos, mas os ensinam a fazê-los.

BY: Fantastipedia

Foto retirada da internet.

sábado, 4 de julho de 2009